Catarina

Exatamente há um ano, num hotel em Zurique, onde Neca e eu aguardávamos o voo para voltar ao Brasil, escrevei um texto sobre nossa neta Catarina, que havia ficado em Basel com seus pais Marcelo e Nêmora.

Hoje, são eles que partem do Brasil para casa, levando o bem mais precioso, que é a Catarina, que, pelo jeito, deixa de ser Nina para ser Cacá, que é mais carinhoso. Aliás, Catarina Rosa, é uma homenagem espontânea que seus pais fizeram já que a avó do Marcelo se chamava Catarina e da Nêmora, Zita Rosa.

Naquela fria noite em Zurique, escrevei: Mal posso esperar para revê-la quando ela já vai estar maior e interagindo. E, mesmo que recebamos fotos todos os dias e falemos pelo Skype, isso aconteceu. Recebê-la em nossa casa, tê-la nos braços e desfrutar de seu sorriso carinhoso e franco, não existem palavras que expliquem.

No livro de lembranças do seu 1º aniversário, eu escrevei que pensava que nunca mais meu já não tão jovem coração iria se apaixonar outra vez. Ledo engano. Diante da Catarina, ele voltou a bater mais forte e, embora o amor seja de avô para neta, o sentimento é tão intenso, reconfortante e belo, que sacode as cinzas e aviva o fogo do amor que apenas repousava.

Aqui no Brasil aconteceu a festinha do seu 1º aniversário, coincidindo com seu Batismo, comemorado com amigos e parentes, aos quais, pela sua simpatia e embora ainda bebê, a todos encantou para orgulho dos pais e avós corujas.

Aqui em casa, pela 1ª vez, a Cacá ouviu uma música gaúcha (Castelhana do Elton Saldanha e do Rui Biriva), e eu bailei com ela (Catarina Se você me ama, Me ama, Me diz…..). Pronto… Ela me via, estendia a mãozinha e se balançava. Eu então colocava a música e dançávamos até minhas costas suportarem. Ah! A dança tinha de ser comigo!! Como não amar esta criaturinha linda?

Agora ela está voltando pra casa… Resta esperar, talvez mais um ano, para, aqui ou lá, rever o amor em forma de criança que já desperta tantas saudades em quem ficou.

2016-12-23-11-14-20

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As escolas ocupadas

 Certas situações me inquietam muito. É o caso da ocupação (palavra suave para invasão) de algumas escolas Brasil afora, por bando de jovens, muitos dos quais sequer se sabe se estudantes são, mas que certamente, servem de massa de manobra de partidos políticos, que não têm o menor escrúpulo em usar do idealismo próprio dos jovens, para seus objetivos escusos.

Agora é moda. Diante de um anúncio que os desagrade, invadem escolas, impedem que todos os demais (a maioria que quer estudar), tenham vida normal.

A “ocupação” atual é um protesto contra a anunciada reforma do ensino e a PEC 241, ambas em tramitação. O absurdo é que tais estudantes (pouco preocupados com seu futuro), sequer saber contra o que é que protestam e o verdadeiro alcance das medidas.

Sei, por exemplo, que os ocupantes do prédio das Ciências Contábeis da UFRGS não são os alunos que lá estudam, mas do curso de história. Pode? E esse não é um exemplo isolado.

Com a reforma do ensino médio, os jovens poderão escolher o currículo mais adaptado às suas vocações. Opções curriculares e não mais imposições. Algumas disciplinas como artes e educação física, deixam de ser obrigatórias no Ensino Médio, e passa a ser facultativa ao aluno. Ora tanto barulho por causa de artes, que não desaparece apenas se torna opção? Logo artes, que na maioria das escolas entrega massinha de modelar aos alunos e deu? Sinceramente!!! E os alunos que pelos mais variados motivos não gostam ou não podem fazer educação física?

Esta opção para que o aluno escolha o que mais se adapta ao rumo que ele vai seguir, é usada em vários países desenvolvidos. Por que o aluno tem de aprender química, ou física, se ele vai fazer Direito, por exemplo. Aliás, penso que seria melhor se tivéssemos mais escolas técnicas, que encaminhem os alunos para uma profissão, que é o que mais precisamos.

Cabe uma pergunta: porque não existe igual preocupação com a péssima qualidade do ensino atual? Que forma “doutores” aos magotes, grande maioria dos quais, analfabetos funcionais? Ou com a qualidade das escolas?

Como as escolas estão muito abaixo do rabo do cachorro, Imaginem isso ocorrendo em outros locais como um fórum, ou uma igreja, por exemplo?

Uma parte não gosta de uma decisão do juiz e ocupa o Fórum. Um grupo de fiéis não gosta do sermão e ocupa a igreja. Pode?

Penso que o verdadeiro problema seja o aumento da carga horária, que pelo plano proposto, gradualmente, as escolas serão integrais, com carga horária passando de 800 para 1.400 horas anuais e os alunos passarão a ficar 7 horas por dia na aula. Isso incomoda  alunos e professores.

E não venham dizer que isso é coisa do Temer, pois isso é fruto do projeto de lei (PL 6840) que tramita desde 2013. É certo que o MEC falhou, podia ter debatido e divulgado melhor a ideia, mas pelo menos o assunto avança.

Outra inconformidade é a PEC 241 que limita os gastos e do governo à arrecadação. Isso é ruim? Experimente uma família gastar mais do que ganha pra ver. Aliás, os governos federal, estaduais e grande maioria dos municipais estão quebrados, exatamente por, irresponsavelmente, gastarem mais do que arrecadam.

Ver jovens invadindo escolas, templos sagrados, impondo sua irresignação infanto-juvenil aos demais e a toda a sociedade por motivos que não são relevantes, é degradante. Mas degradante, é ver pessoas com discernimento, intelectuais e até professores, cuja missão sagrada deveria ser educar, apoiando tais atos, que não levarão a bom termo.

Que belo exemplo estes “educadores” estão nos dando!!

arte

O ocaso da estrela

Eu sempre soube que a estrela vermelha, símbolo maior do PT, um dia perderia o brilho.

Este dia demorou. Mas chegou. E não foram as “zelites” ou os “ricos de olhos azuis” que conseguiram tal façanha. Que fez a estrela se apagar, para desgosto dos seus asseclas, foi o PT e seus dirigentes maiores. Tudo começou a partir do saque planejado e  realizado sobre as mais sagradas instituições do Brasil (Petrobras, Correios, Banco do Brasil, CEF, BNDES…..), que, qual butins, foram loteadas, tomadas como se propriedade deles fosse e sobre as quais chafurdaram da forma mais promíscua possível.

Mas o mal sempre aparece e surgiu a polícia Federal, os Promotores Públicos e o s juízes entre os quais Joaquim Barbosa, Aires Britto e Sérgio Moro, para ficar só nos mais destacados, os quais aos poucos, até por delação (bandidos sempre se desentendem) estão desmascarando as falcatruas urdidas nas sombras para sangrar a pátria mãe. Hoje se sabe que o PT, antes virgem imaculada, posando de “salvadores dos pobres” a quem, como em Roma antiga, deram pão e circo, migalhas para desviar o foco dos desmandos, obrou de modo que apenas os seus dirigentes e asseclas saíssem da pobreza, onde o povo, cada vez mais ignorante e marginalizado continua mergulhado.

Este foi o inicio do fim da estrela que já foi símbolo do poder nos jardins do palácio da Alvorada. O fim derradeiro estamos vendo agora na propaganda dos candidatos do PT no Brasil inteiro, onde a estrela, magicamente, sumiu das bandeiras e panfletos, como se isso bastasse para a quadrilha ser esquecida. Quem eles acham que estão enganando?

Por vergonha certamente é que não é!

estrela

O fim

Hoje, 31/08/2016, é um dia histórico para a nação brasileira. A “presidetA” Dilma Rousseff foi apeada do poder. Foram nove meses (um parto) de muito bate boca desde que foi aceito o pedido de Impeachment pelo Presidente da Câmara dos Deputados (ex-aliado do PT) Eduardo Cunha. A grande ironia do pedido de Impeachment, é que um dos signatários  foi o Jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, que diz conhecer Lulla muito bem.

Confesso que no inicio, não me situei entre os que queriam apear o PT e seus sequazes do poder. Isso por uma simples razão. Eu entendia que “impichar” a Dilma seria (como é) um prêmio à incompetência de quem nunca deveria ter chegado ao cargo que chegou. Aliás, chegou por imposição do todo poderoso Lulla, que a enfiou goela abaixo do PT e agora paga o preço pela prepotência. Dilam”impichada”, todo o PT passaria a posar de “vitima”, como agora vemos e, certamente, vamos ver por muito tempo.

Porém, diante das mentiras usadas para ganhar as eleições, da inflação em alta, do desemprego que assusta e empobrece as pessoas, dos desmandos e roubalheiras no comando do país, aderi aos que pediam a saída do PT do poder, antes que o Brasil fosse transformado numa Venezuela.

Ovelha não é pra mato, como dizem em Lagoa Vermelha. Petistas e sindicalistas não são afeitos ao poder, já que acostumados apenas a sugar dos seus representados, os trabalhadores, e do Estado de quem, pela lógica vesga da esquerda, esperam seja o provedor de tetas gordas.

O PT e seus asseclas, que venderam ao povo a imagem de impolutos (os únicos honestos da face da terra), logo se acostumaram às coisas boas do poder, principalmente aquelas que o dinheiro saqueado dos cofres públicos, como se fossem deles, lhes proporcionou. Isso sem falar que pretendiam se perpetuar no poder e, para tanto, criaram ministérios e cargos acima do suportável, uma forma de acomodar todos os seus devotos que pretendiam “mamar” sem muito esforço.

Porém, não demorou em se descobrir que eles não eram as únicas virgens no bordel como davam a entender. Descobertos, os falcatruas mostram suas duas principais características: a prepotência que quando por cima, aniquila biografias e destrói “inimigos” e agora, por baixo, o coitadismo que usam para posar de vítimas das elites brancas de olhos azuis. Para isso não titubearam em dividir o Brasil em “nós” e “eles”. “Nós” eram eles, os defensores dos pobres e oprimidos, a quem davam migalhas dos seus saques. Já “eles”, eram apenas os outros, homofóbicos, racistas e que detestam pobres. Querem coisa mais detestável?

Agora, já sem o “mimimi” do “golpe” onde a “golpeada” pode se defender em todas as instâncias, incluindo o STF, Dilma, a incompetente, foi definitivamente afastada, e os políticos profissionais que a rodeavam, foram mandados para a fila dos desempregados.

Não acho que Temer e o PMDB sejam a salvação da lavoura, mas pelo menos temporariamente, a “ronha” vai acalmar. Ao PT, se sobreviver, está reservado àquilo que mais saber fazer. Oposição barulhenta e raivosa.

A sensação é de alívio. Vou dormir com a clara esperança de que o Brasil tem jeito e que nosso povo, aos poucos, vai se livrar dos populistas e encontrar o rumo para sermos um só, sem ódios e divisões. Tchau querida.

FIM

Viagem à Itália (6) – Pisa, Toscana e San Giminiano.

 No dia 08/07, pela manhã rumamos para Pisa, onde se localiza a famosa torre inclinada, que juntamente com a Catedral da Virgem Maria, o Campo Santo (cemitério) e o Batistério, dedicado a São João Batista, faz parte do complexo arquitetônico da Piazza dei Miracollo, declarada patrimônio histórico pela Unesco.

No centro do batistério, cuja cúpula tem 54,86 m de altura e uma circunferência de 107,24m, sendo a maior do gênero em toda a Itália, possui uma acústica que gera ecos que se prolongam por vários segundos.

Depois da tradicional foto junto à Torre inclinada, almoçamos e partimos pelos caminhos da lindíssima região da Toscana, com suas colinas com alamedas de ciprestes, baixadas com rolos de feno, e parreirais de onde produzidos alguns do melhores vinhos da Itália e nos dirigimos rumo à cidadela de San Gimiminiano.

San Giminiano que é uma vila medieval cercada por uma muralha e somente pedestres podem circular por ela e que ainda conserva 14 das 72 torres que possuía, todas fabricadas pelas famílias ricas do local. A única que é possível visitar é a do Palazzo Comunale com seus 54 metros de altura (não encaramos) e hoje abriga um museu.

O centro é a Piazza dela Cisterna, local onde as pessoas se reabastecem de água pura que jorra da bica. Lá se localiza uma sorveteria que se vangloria de fazer o melhor gelatto da Itália, que é muuuuito bom, principalmente considerando o calor intenso que fazia.

Claro que não faltam as igrejas como a Collegiata de Santa Maria Assunta, é a principal igreja de San Gimignano e a de Santo Agostinho afamado pelos belos afrescos.

No fim da tarde, partimos em direção à Siena, onde pernoitamos.

SIENA

 

Viagem à Itália (5) – A Histórica Florença

Dia 06/07/12, em Pádua, após visitar a Basílica de Santo Antônio e o belo e imenso jardim a sua frente, passamos por Pozzonovo (terra dos bisavos do meu genro Marcelo) e rumamos para Florença, passando ao lado de Bolonha, subindo a serra, passando por vários túneis imensos, e aonde chegamos ao final da tarde.

Após nos instalarmos, fomos ao Centro, onde o 1º choque positivo foi ao darmos de frente com a magnifica Catedral de Santa Maria del Fiore, o “Duomo” de Florença, que levou 6 séculos para ficar totalmente pronta, e que, lamentavelmente, não vistamos o interior, pois nas duas vezes que lá fomos, já estava fechada..

Ainda dia claro, fomos até a ponte Vecchia, construída pelos romanos sobre o rio Arno. Ela é em arco e fechada, abrigando varias lojas principalmente ourivesarias. Ali também artesões vende seus produtos e artistas de rua se apresentam ao ar livre. Passando pela ponto para o outro lado, compramos o famoso pane di pescatore (indicação da Dra Theresa covolo), que é feito com uvas passas e amêndoas descascadas, frutas cristalizadas e nozes. Uma delícia!

Depois jantamos numa mesa na rua em frente ao restaurante Giotto, tendo ao fundo nada menos que o Magnífico Il Duomo!

No dia seguinte, voltamos ao centro visitamos os museus do Uffizio e o Castel Vecchio, museu e sede da Prefeitura de Florença, onde subimos os 94 metros e 223 degraus até a Torre de Arnolfo. Em frente ao Castel Vecchio, está a Piazza della Signoria  que abriga réplicas de obras de Michelangelo, que levado pela família Médici, em Florença produziu algumas das suas principais obras, como o Davi, cujo original está na Galeria de Belas Artes.

 Na Basílica de Santa Croce, se encontram os túmulos de italianos muito importantes, como Michelangelo, Galileu, Giotto, Rossini e Maquiavel. Lá também nasceu Dante Alighieri.

Florença (Firenze para os Italianos), a capital da região da Toscana, mesmo em breve visita, é um banho de cultura e história.

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Nina

Nina

Este é diminutivo do nome da minha neta Catarina. Uma menina linda, que faz jus à linhagem da avó Neca, da mãe Nêmora e da tia Amanda.

Eu agora tenho uma neta. E estou escrevendo sobre ela? Como isso é possível? Se até agora, sempre que eu escutava ou lia o que diziam os meus amigos sobre a alegria que causa um neto, eu achava que era exagero? Confesso que estou revendo meu ponto de vista sobre o assunto.

O primeiro impacto foi quando minha filha e meu genro nos comunicaram da gravidez. Demorei a assimilar. Mas logo veio a notícia do sexo, do nome escolhido… Pronto. Comecei a amar um ser ainda em formação. Iniciamos então os preparativos da viagem para acompanhar o nascimento da Nina. Mas ela não esperou e chegou uma semana antes.

Nesse meio tempo, a Neca, minha esposa, fez bordados, crochês, tricô. Comprou roupas e presentes para enfeitar nossa primeira netinha. Por um bom tempo, tudo girava em torno dela.

Em 30 de Novembro, embarcamos rumo à Suíça. Nêmora, Marcelo e Nina já estavam em casa. Ao ver aquela menina pequena, frágil e linda, não contive algumas lágrimas. É impressionante ver o milagre da vida se perpetuando através dos nossos filhos e filhas.

Agora eu entendo o que se passa com os avós e o amor que dedicam aos netos. Eu, ao menos, penso que um neto, nos joga de volta ao passado, trazendo ao presente o tempo quando nasceram nossas filhas. Como esquecer aquela sensação de ter nos braços um ser gerado por nós e fruto do amor?  Assim, o amor que sentimos pelos netos, é o reflexo daquele que dedicamos aos nossos filhos e novamente temos a oportunidade de expressar, agora através dos filhos deles. Este é o verdadeiro amor de avós, que na verdade, é uma confirmação daquilo que sentimos lá atrás. É como ter certeza de que, como disse na mensagem que postei no fim do ano, um bebê, representa o triunfo do amor, a união e a continuidade da família. O melhor, dizem, é que aos pais cabe criar, educar e amar. Aos avôs… apenas amar.

Seja isso ou não, a verdade é que hoje, iniciando a viagem de volta (estamos num hotel em Zurique), e tendo se passado apenas 8 horas desde que deixamos Basel, já sinto uma saudade da Nina, daquelas que achava que não mais sentiria na minha vida. Mal posso esperar para revê-la quando ela já vai estar maior e interagindo. No que me toca, daqui pra frente, vou cumprir meu papel de avô. Ser babão.

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Sou Gelmir Gutier Reche, nascido em 17 de setembro de 1950 na localidade denominada Chimarrão, então distrito de Lagoa Vermelha (Terra que espelha o povo gaúcho), casado com Marinês Müller Reche, pai de Nêmora e Amanda Müller Reche, presidente da União gaúcha de Estudantes Secundários - UGES - gestão 73/74, Advogado formado em direito em 2005 pela FEEVALE. Sou uma pessoa que luta sempre pelo que é correto. Amigo leal, ético, fiel aos meus princípios e a tudo o que me é caro. Creio no amor e saúdo a vida.
novembro 2017
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