Zero Hora de hoje (06/12/2011) trouxe uma notícia alvissareira. Um “estudante”- prefiro chamar de marginal – foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão por, em novembro de 2010, ter agredido uma pedagoga de uma Escola Técnica de Porto Alegre.
Na ocasião, por não ter gostado de uma nota baixa que recebeu, o desqualificado descontou na orientadora da Escola Técnica de Enfermagem agredindo-a com socos e cadeiradas, só não a matando, por ter sido impedido.
A justificativa: “Gosto muito de ti, mas vou ter que te punir”. Disse isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. Se achando acima da lei, e travestido de “justiceiro do mundo”,se comportou como todos os que não tiveram limites, e por isso, acima do bem e do mal.
Estas atitudes de bater, desaforar e até matar professores, se repete Brasil afora, fazendo com que as Escolas, antes um oásis, agora sejam, em alguns lugares, equiparadas aos piores antros e freqüentadas por marginais, cuja última preocupação é aprender.
O sistema de ensino está todo conflagrado. Inicia pelos governantes que fazem de conta que pagam e continuam dando esmola aos professores; boa parte dos professores que fingem que ensinam; a grande maioria dos alunos que fingem que aprendem e grande parte dos pais que por falta de pulso, se esquivam do encargo que lhes compete e transferem a educação dos seus filhos para a escola.
Quanto mais o tempo avança e o mundo evolui, parece que os jovens se aprofundam numa espécie de barbárie moderna, onde o que vale é ser o mais esperto, o mais brigão, o mais valente. Isso agora também serve para as meninas, que por coisas banais, brigam no tapa.
Portanto, esta punição imposta pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre ao agressor da professora, veio em boa hora. É tempo de a sociedade começar a fazer alguma coisa para dar um basta a este tipo de situação e recolocar as coisas nos trilhos, mesmo que a custa de punições exemplares.
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