O Brasil Ladeira abaixo

 Todos os dias, lemos ou assistimos noticias sobre o flagelo das drogas que assolam, principalmente nossos jovens e destroçam famílias Brasil afora. Isso ocorre sem escolher classe social, cor, ou nível de instrução.

Pois quando achamos que vai haver alguma reação deste que já é um problema de saúde pública, novos e novos casos afloram. É exemplo, a greve de alguns “estudantes” da USP, que invadiram e se instalaram na reitoria da Universidade em protesto contra a presença da polícia no campus em razão desta ter detido alguns maconheiros.

Também existem pessoas que defendem não só a manifestação pela liberação das drogas, mas inclusive a livre comercialização das consideradas “leves” como a maconha.

Hoje, tivemos uma notícia vinda do STF – guardião da Constituição, das leis e dos direitos dos cidadãos – confirmando a liberação Marcha da Maconha. A decisão foi tomada quando do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4274, no qual os Ministros entenderam que em cotejo com a defesa da liberação da droga, deve prevalecer a liberdade de expressão!!

A meu ver, esta decisão, segundo a qual, não se pode impedir manifestações públicas em defesa da legalização de drogas, abolirá o artigo 287 do Código Penal, que proíbe o ator de fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime. O mesmo se dará em relação ao artigo 33 (parágrafo 2º) da Lei 11.343/2006, a chamada Lei de Tóxicos, que, até agora, criminalizava induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga, e que, no entender dos Ministros, “não serve para vetar as manifestações”.

Esta notícia complementa outra segundo a qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – que de tempos para cá defende a liberação da maconha -, acha um “absurdo chamar os estudantes que invadiram a USP de “maconheiros”.

Não que eu seja contra a liberdade de expressão, muito pelo contrário. Porém, isso teria efeito prático se fossemos um país culto, com pessoas bem formadas moral e intelectualmente. No entanto isso não é o que vemos numa população onde é enorme o nº de analfabetos funcionais.

Minha preocupação é que, a partir de agora, esteja aberta a porteira para que tudo seja permitido num país que já não cumpre suas leis e onde a malandragem e as falcatruas já superam aqueles que as cumprem.

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Sou Gelmir Gutier Reche, nascido em 17 de setembro de 1950 na localidade denominada Chimarrão, então distrito de Lagoa Vermelha (Terra que espelha o povo gaúcho), casado com Marinês Müller Reche, pai de Nêmora e Amanda Müller Reche, presidente da União gaúcha de Estudantes Secundários - UGES - gestão 73/74, Advogado formado em direito em 2005 pela FEEVALE. Sou uma pessoa que luta sempre pelo que é correto. Amigo leal, ético, fiel aos meus princípios e a tudo o que me é caro. Creio no amor e saúdo a vida.

 

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